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sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Guardião do Mosteiro‏...



Certo dia, num mosteiro, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.
O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:
•Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas: - Aqui está o problema!
Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?
Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ...ZAPT!... destruiu tudo, com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:
Você é o novo Guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.
Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço - um lugar indispensável para criar a vida.
Os orientais dizem:
- Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro jogar o chá para, então, beber o vinho.
Ou seja, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho.
Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em sua mente. Vai ficar mais fácil ser feliz.

Dois Caminhos...‏


Tem dois caminhos á sua frente, um aponta para o trabalho, o outro para as facilidades da vida. O caminho do trabalho, é o caminho do sucesso e da felicidade e é bem espinhoso no início, cheio de pedras pontudas que furam os pés e cheio de arbustos que cortam a pele ao menor contato. Inúmeros mosquitos estão te esperando para sugar o seu sangue e te deixar cheio de marcas. Poucos resistem a essa primeira passagem. Já o caminho das ilusões, é todo cercado de flores perfumadas, pessoas te aguardam com colares de flores e cestos de flores e frutas maravilhosas. Tudo é prometido logo no primeiro passo você é cercado de carinho e atenção. Você é envolvido em uma trama de sedução e quando percebe já está nesse caminho que conforme você vai avançando vai se transformando em um lugar muito feio, sujo, cheio de lama, fezes e restos de animais mortos que vão trazendo aquele cheiro de podre que acabam com sua vontade de continuar. Já o caminho do trabalho, após vencer as primeiras dificuldades, começa a tornar-se mais largo, e algumas flores vão aparecendo aqui e ali, apontando uma mudança que vai acontecendo a cada quilômetro percorrido. No fim dessa estrada está a maior conquista que um ser humano pode alcançar, a felicidade plena e absoluta do dever cumprido. Nesse caminho você vai encontrar aquela pessoa maravilhosa que vai lutar junto com você nessa batalha diária que é a vida.Antes de escolher um caminho,verifique todas as possibilidades. Ao conhecer alguém, examine bem o que vai por trás do sorriso maroto, da palavra solta e da falsa aparência. Muitos lobos andam vestidos de cordeiros pelos quatro cantos do mundo. Lute pela vida, os desafios, os calos na mão, as dores iniciais, são a sua bagagem para a felicidade. Aposte na vida. Aposte em você. Eu apostaria! `` O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer.

Corações Calejados‏.



Fala-se de mãos e pés calejados, mas pouco se fala de corações calejados. Portanto... quanta gente há por aí vivendo como se não fosse possível ter sentimentos porque um dia foram magoadas.
As pessoas mais duronas, que parecem indiferentes ao amor, carinho e ternura, são pessoas endurecidas pela vida. São vítimas de uma dor que não souberam gerir. Uma empresa mal administrada vai à falência; um coração mal dirigido vai à ruína. Somos nós os gerentes da nossa vida.
A nós cabe as decisões importantes que conduzirão nosso caminho. Você já experimentou andar com um sapato apertado? No início a gente agüenta, faz até cara bonita e se diz que depois vai amaciar. Mas isso nem sempre acontece e depois de algum tempo percebemos que, mesmo se as pedras no caminho podem fazer mal, melhor mesmo é deixar esse sapato de lado, ainda que seja aquele que a gente tanto desejou e até se sacrificou para adquirir. Há pessoas que calejam nosso coração.
Fazem parte da nossa vida e as amamos, mas nos fazem mal... tanto e tanto que acabamos fechando aos poucos as portas do nosso coração a outras possibilidades. Nos trancamos dentro dele e vivemos na escuridão da nossa própria sombra. Não permita que alguém magoe seu coração a ponto de te deixar insensível. Não deixe de acreditar nas estrelas porque um dia as nuvens escuras encobriram seu céu. Se seu coração está calejado, cuide dele com mais carinho ainda.
Que seja ele a transformar a atitude dos outros em relação a você e não o contrário! Se alguém que você ama só quer brincar com seu coração, talvez essa pessoa não mereça o amor que você sente. E por mais difícil que seja, guarde seu coração das asperezas, não deixe que as decepções o endureça.
Olhe em outras direções, dê uma chance aos que te querem bem e ao seu coração de ser cuidado com o carinho que ele merece.

Hoje E Sempre Na Fé!
Vânia Nascimento.

O Lenhador e a Raposa!


Nos arredores da Mata Atlântica, no começo do século passado, vivia um pobre lenhador, seu bebê e sua raposa. A ingrata esposa o havia abandonado por não suportar aquela vida difícil. Ficara fascinada pelas mirabolantes histórias de um mascate, e resolvera segui-lo mundo afora. O pobre lenhador precisava trabalhar e não restava outra alternativa a não ser deixar seu filinho aos cuidados da raposa.

O lenhador, todas as noites, ao voltar para casa, a cena se repetia: a raposa lhe aguardava sorridente, e o bebê dormia tranquilamente no bercinho. Os vizinhos, miseráveis também, alertavam aquele lenhador sobre o perigo que era deixar o seu bebê aos cuidados de uma raposa: “A raposa é um bicho, e quando sentir fome e não encontrar comida, com certeza vai comer o seu filho. É um instinto animal.”

O lenhador garantia-lhes que aquela raposa era fiel e que o bebê não corria qualquer tipo de risco. Ele já a havia encontrado abandonada na floresta há muitos anos e a criara como parte da família.

Os vizinhos que falavam, mas nunca se ofereceram para cuidar do bebê, continuavam alertando o lenhador sobre o perigo que a criança corria. Falavam tanto que acabaram preocupando o pobre homem. Por mais que afirmasse confiar no animal, aquele pai saía para trabalhar com o coração na mão, e voltava apreensivo, temendo que alguma coisa realmente pudesse ocorrer com o seu filho.

Certa noite, ao retornar à pobre casa, o lenhador encontrou sua sorridente raposa com a boca toda ensanguentada. Tamanho foi o seu desespero, que aquele homem não pensou duas vezes: deu um golpe mortal na raposa com o seu machado e correu para o berço. Qual não foi a sua surpresa ao encontrar seu filinho dormindo tranquilamente. E, aos pés do berço, os restos mortais de uma cobra venenosa.

Assim é a vida. Quando temos uma fé firme, temos segurança. Mas, quando deixamos as dúvidas, lançadas pelos amigos, rondarem a nossa fé, somos vítimas de ações precipitadas, que poderão ser motivo de eterno remorso.
É preciso não fraquejar na fé, para não deixar que aconteça, na sua vida, o que aconteceu com aquele pobre lenhador.